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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal!


Pra vocês, Amigos,

Que fizeram do sol seu guia,
De cada manhã um lindo dia
De cada noite uma canção!
Feliz Natal
Pra vocês, que fizeram da Estrela D`alva
Seus caminhos:
Deram comida aos passarinhos
E repartiram com o homem seu pão!
Feliz Natal
Pra vocês, que tiveram um gesto amigo:
Um papo, um alento e deram abrigo
E estenderam suas mãos!
Feliz Natal
Pra vocês, que fizeram da dor a esperança;
Que fizeram sorrir uma criança
E que amaram de coração!
Feliz Natal
Pra vocês, que viveram a pobreza a fundo
Nas manjedouras do mundo
E não deixaram o tempo ir em vão!
Feliz Natal
Pra vocês, que são amigos, e pra vocês,
que ao inimigo presentearam com
seu perdão!
Feliz Natal
Feliz Natal
Pra vocês, Amigos que sentem!
Pra vocês, Amigos que são Gente!













segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Agenda da Felicidade

O Sorriso
É o cartão de visita das pessoas saudáveis.
Distribua-o gentilmente.
O Diálogo
É a ponte que liga as duas margens, do eu ao tu.
Transmite-o bastante.
O Amor
É a melhor música na partitura da vida.
Sem ele, você será um(a) eterno(a) desafinado(a).
A Bondade
É a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado.
Plante estas flores.
A Alegria
É o perfume gratificante, fruto do dever cumprido.
Esbanje-o, o mundo precisa dele.
A Paz na Consciência
É o melhor travesseiro para o sono da tranqüilidade.
Viva em paz consigo mesmo.
A Fé
É a bússola certa para os navios errantes, incertos, buscando as praias da eternidade.
Utilize-a sempre.
A Esperança
É o vento bom enpurrando as velas do nosso barco.
Chame-o para dentro do seu cotidiano..

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Chamas!

------Gifs Animados - Imagenes Animadas

Quatro velas estavam queimando calmamente.
O ambiente estava tão silencioso que podia-se
ouvir o diálogo entre elas.
A primeira disse:
-Eu sou a PAZ ! Apesar da  minha luz as pessoas não conseguem manter-me acesa.
E diminuindo sua chama devargarzinho apagou-se totalmente.
A segunda disse:
-Eu me chamo FÉ.
Infelizmente sou supérflua para as pessoas. Como elas não querem saber de Deus, não faz sentido eu continuar queimando.
Ao terminar sua fala, um vento bateu levemente sobre ela, e esta se apagou.
Baixinho e triste a terceira vela se manifestou:
- Eu sou o AMOR! Não tenho mais forças para queimar.
As pessoas me deixam de lado, porque só conseguem enxergar elas mesmas,
esquecem até daqueles que estão à sua volta.
E também se apagou.
De repente!!! entrou uma criança e viu as três velas apagadas...
-Que é isto? Vocês devem ficar acesas até o fim...
Então a quarta vela falou:
-Não tenhas medo criança, enquanto eu estiver acesa  podemos acender as outras velas. Então a criança pegou a vela da ESPERANÇA e
acendeu novamente as que estavam apagadas.
"QUE A VELA DA ESPERANÇA
NUNCA SE APAGUE DENTRO
DE VOCÊ".

domingo, 6 de novembro de 2011

Sacramento do Crisma- Paróquia Nossa Senhora do Seringueiro

A finalidade dos Sacramentos é para tornarmos um sinal de testemunho de vida; é para identificar-nos cada vez mais com Cristo. Não é para só sentirmos bem, pagar ou cumprir promessa.
Por que recebemos o Sacramento da Crisma, chamado também Confirmação?
Comumente dizemos que a Crisma no sfaz soldados de Cristo, que confirma o Batismo, Sacramento adulto que dá responsabilidade.
Uma só coisa a Igreja nos garante sobre este Sacramento. A crisma nos concede com plenitude o Espírito Santo.
Qual o sentido do Sacramento da Crisma?
Podemos dizer o seguinte: Todos os Sacramentos são Sacramentos de Cristo, mas um deles, a Eucaristia, é por excelência o Sacramento de Cristo. Assim, todos os Sacramentos são do Espírito Santo, mas um deles, a Crisma ou Confirmação, é por excelência o Sacramento do Espírito Santo.
Para melhor compreendermos o sentido do Sacramento do Crisma, devemos perguntar-nos qual a função do Espírito Santo na Economia da salvação (plano de Deus) manifestada na História da Salvação.
Olhando para a Bílbia, descobrimos que o Espírito Santo tem uma dupla função:
1) O de dar a vida.
2) E a função de levar a vida até sua perfeição.
Essas são duas funções diferentes.
Pelo Batismo, o Espírito Santo nos concede a vida e pelo Crisma nos dá os seus dons para chegarmos a perfeição.
A Confirmação nos dá, pois, o Espírito Santo para levarmos até a perfeição o que recebemos no Batismo. Chegar a perfeição, segundo a vontade do Pai.
"Sede Santos, como vosso Pai do céu é Santo."
No entanto, a nossa primeira vocação é sermos santos.
Como existiu uma Páscoa e um Pentecostes na vida dos Apóstolos e dos discípulos de Cristo, há também uma Páscoa e um Pentecostes na vida da Igreja e de cada um dos seus membros.
Tudo quanto podemos dizer da Páscoa poderemos dizer também do Batismo; e tudo quanto podemos dizer dizer de Pentecostes, poderemos atribuir à Crisma.
Páscoa = passagem. Batismo = passagem do pecado, para vida da graça.
Pentecostes = mudança de atitude. Crisma = mudança, onde tornamos adultos na fé, comprometidos com a Igreja.
Talvez possamos dizer que o Batismo constitui mais o aspecto estático (somos levados), ao passo que a Crisma expressa mais o aspecto dinâmico, evolutivo da vida cristã. Uma coisa é ser cristão simplesmente, outra coisa é chegar à plenitude da santidade; é evoluir, é tomar novo impulso, crescer constantemente na vida iniciada no Batismo. É a contínua busca da santidade.
Não podemos permanecer semente, é preciso que a semente germine, cresça e dê frutos em abundância.
At 8, 14-19
Os sete dons do Espírito Santo
São eles: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus.
Foram 44 crismandos que receberam o sacramento do crisma no dia 30 de outubro de 2011, na Catedral. Presida Por: Dom Geraldo e Dom Benedito





quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Reflexão sobre o dia de Finados

  É, chega um dia em que Finda o tudo terreno, para aqueles que crêem apenas e tão sómente nas coisas relacionadas com o Plano Terra.
Claro que as opiniões divergem, mas os rituais, no fundo, no fundo são muito semelhantes no mundo inteiro.
Uns fazem um imenso altar, reúnem a familia e outros convidados, colocam flores, incenso, mirra, e depois incendeiam tudo para que o FINADO, possa ir em direção aos Céus em forma de uma nuvem de fumaça e também para que o mais rápidamente possível, desencarne.
Outros simplesmente enterram e comentam: Do pó vieste, ao pó retornarás... E outras palavras já copiadas de outras crenças. Enfim... Terra é Terra e volta para Terra.
Há quem ainda MUMIFIQUE seus mortos e os coloquem em mausoléus imensos, como faziam os egipcios.
Mas, e os MORTOS ou os FINADOS, como ficam???
Eu de vez em quando fico pensando como será este momento e por mais que a gente queira preparar a família, os amigos e as pessoas mais chegadas a nós, elas NUNCA CRÊEM que vamos morrer, afinal é besteira pensar nisto.
Engraçado, não é??
Se todos morrem porque nós não iremos morrer???
O que sustenta este sentimento de eternidade naqueles que nos são próximos?
Será que isto é um exemplo de Amor ou será que isto é apenas e tão somente um desejo de sermos sempre aquilo que os outros imaginam que somos?
Então vamos fazer o seguinte, imaginar o que os outros imaginam que nós somos.
Taí uma coisa muito difícil da gente saber, e será que vale a pena?
Levaremos isto conosco quando partirmos ou quando finarmos?
Boa esta, dá até um nó na nossa cabeça, ficarmos imaginando isto ou aquilo em relação a este momento sagrado, eterno e que irá acontecer com todos.
O que afinal nos espera???
Uns dizem que é Luz, Paz, Amor.
Mas se ninguém voltou para contar o que É, como podemos saber?
Quem já teve experiências de pré morte, pode até dar alguma explicação.
Mas no geral, está aí uma coisa que ninguém ou quase ninguém pode afirmar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Convite



Sua presença nos alegra! Venha participar conosco desta maravilhosa celebração, onde Dom Benedito Araújo assumirá o Pastoreio de nossa Diocese de Guajará-Mirim. Gratidão ao Dom Geraldo pelos 33 anos dedicados a esta diocese.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O valor da vida

Vida
A vida vale pelos bons momentos, pelas coisas boas, pelos bons amigos

Vale pelos sonhos, fé e harmonia.
De viver e ser feliz com intensa alegria.
A vida é o nosso maior presente, emociona a gente, traz uma canção
Alimenta o corpo, a alma, a mente
Traz felicidade, amor e paz pro coração.
Vale a pena viver, vale a pena sonhar, vale a pena sorrir.
Abra o seu coração, solte sua emoção
Seja muito feliz.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Significado das Flores!

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Você sabia que cada flor tem seu significado? Confira abaixo o significado de cada tipo de flor.

•Amor-perfeito – pensamentos
•Anêmona – Flores coloridas com o significado de persistência e perseverança
•Alecrim – Apesar de ser um arbusto de cheiro agradável demonstra coragem e felicidade
•Azaléia – significa alegria de amar
•Azaléia rosada – Significa amor a natureza
•Azaléia Vermelha – Significa que você ama a pessoa há muito tempo
•Begônia – Flores muito cultivadas pela sua beleza, representa a cordialidade que vem do coração
•Brinco-de-Princesa – Uma flor que pela sua beleza e cor muito viva significa superioridade. Flor simbolo do Rio Grande do Sul
•Campainha – Resistente, significa perseverança
•Camélia – Um arbusto que fica sempre-verde inclusive no inverno, significa fidelidade
•Camélia branca – Flor de grande beleza e brilho, significa o belo perfeito
•Camélia rosada – Significa grandeza da alma
•Camélia vermelha – Significa reconhecimento e sinceridade
•Copo-de-Leite – Uma flor de origem asiática representa a indiferença
•Cravo vermelho – Significa que você vive para a pessoa amada
•Cravo amarelo – Significa o desdém
•Cravo Branco – Uma flor que por sua alva cor representa a pureza ou talento
•Cravo Roxo – Uma flor que representa a solidão
•Crisântemo – Flor também conhecida por despedidas-de-verão, siginifica amor acabado
•Crisântemo amarelo – Siginifica Amor frágil
•Crisântemo Branco - com o significado da Verdade
•Crisântemo Vermelho - como quase sempre a cor vermelha está relacionada ao amor, paixão
•Dália – Uma flor que representa o reconhecimento
•Dália amarela – uma união recíproca
•Dália rosada – Representa a delicadeza
•Dente-de-leão – Oráculo
•Flores do Campo – equilíbrio, ponderação
•Flor-de-lis – Usada com símbolo dos reis franceses, significa mensagem
•Gerânio – Depende da cor: Escuro – tristeza; Rosa – preferência; Vermelho – consolo
•Girassol - Imponência e alegria
•Jasmim – O significado varia com a cor: Amarelo – elegância e bondade; Branco – amabilidade
•Lírio – Uma flor que é antigo símbolo de pureza
•Madressilva – Delicadeza
•Miosótis – Florezinhas azuis com significado de lembrança fiel ou fidelidade
•Margarida – Com petalas brancas significa Você é tudo pra mim ou Inocência
•Orquídea – Beleza feminina
•Petúnia – Planta de pequeno porte mas que floresce densamente tem o significado de obstáculo
•Rosa – Antiga flor símbolo do amor, seu significado pode mudar com a cor: Rosa – amor; Branca – pureza e amor espiritual; Amarela – Infidelidade; Moscada – beleza caprichosa; Solitária – simplicidade; Laranja – fascinio, encanto; Vermelha – paixão
•Tulipa- vermelha – Declaração de amor
•Variegada – Belos olhos
•Tulipa – Flores inodoras mas de grande beleza
•Violeta – Significa modéstia

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Recados para Orkut

Recados de Dia de Nossa Senhora Aparecida






Oração de Consagração a Nossa Senhora.
Ó Maria Santíssima, que em vossa querida Imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil; eu, embora indigno de pertencer ao número dos vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.
Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas. Acolhei-me debaixo de vossa proteção.
Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja. 
 HISTÓRICO.
 Em 1717 três pescadores, após frustrada tentativa de apanhar peixes no rio Paraíba do Sul perto de Guaratinguetá (SP), colheram em suas redes o corpo de uma estátua de Maria SS. e, depois, a cabeça da mesma. A este fato se seguiu farta pescaria, que surpreendeu os três homens. Tendo limpado e recomposto a imagem, expuseram-na à veneração dos fiéis em casas de família.
Verificaram-se, porém, alguns portentos, que chamaram a atenção do Pe. José Alves Vilela, pároco de Guaratinguetá. Este então decidiu construir para a Santa Mãe uma capela capaz de satisfazer ao crescente número de devotos da Virgem. Tal capela foi substituída por outra maior no morro dos Coqueiros em 1745, morro que tomou o nome de “Aparecida” (hoje cidade de Aparecida do Norte). Em 1846 foi iniciada a construção de templo mais vasto, que ainda hoje subsiste. No ano de 1980 foi concluída monumental basílica, alvo de peregrinações numerosas durante o ano inteiro. Em 1930 o Brasil foi solenemente consagrado a Nossa Senhora Aparecida pelo Cardeal D. Sebastião Leme na presença do Sr. Presidente da República e de numerosas autoridades religiosas, civis e militares.
Os acontecimentos de fins de 1995 chamaram a atenção para Maria Santíssima tal como é venerada em Aparecida do Norte (SP) e no Brasil inteiro na qualidade de Padroeira do nosso país. Sabe-se que tal devoção se deve a uma pesca surpreendente cercada de fatos extraordinárias, que suscitaram a piedade dos fiéis da região de Guaratinguetá e, posteriormente, a da população de todo o Brasil. Em 1930 a Virgem Santíssima foi proclamada Padroeira do Brasil sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (ou Nossa Senhora Imaculada em sua Conceição e Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul).¹
Já que versões diversas correm sobre o desenrolar dessas aparições e os atos subseqüentes, apresentaremos, a seguir, a genuína história dos eventos registrados.

 1.  APARIÇÃO E AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES
POPULARES (1717-1745)
Como se deu a manifestação de Nossa Senhora Aparecida? Eis o que relatam os documentos históricos:
Em princípios do séc. XVIII lutas, por vezes sangrentas, agitavam os exploradores dos veios de ouro em Minas Gerais.
Em março de 1717, embarcou em Lisboa, com destino ao Rio, Dom Pedro de Almeida e Portugal, Conde de Assumar, que vinha substituir Dom Braz Balthasar da Silveira no governo da Capitania de São Paulo e Minas.
Chegando ao Rio em junho de 1717, o Conde de Assumar mostrou-se logo interessado em conhecer a situação da sua capitania. Seguiu, pois, em agosto para São Paulo, sede do governo respectivo, do qual tomou posse aos 4 de setembro do mesmo ano. Em vista, porém, dos tumultos registrados em Minas por motivo das minas de ouro. Dom Pedro de Almeida e Portugal resolveu dirigir-se ao local das desordens. Partiu, portanto, de São Paulo aos 25 ou 26 de setembro de 1717, deixando como substituto nessa cidade Manoel Bueno da Fonseca, oficial de grande patente.
Após cerca de 17 dias de viagem, isto é, aos 11 ou 12 de outubro de 1717, chegava o Conde de Assumar, com sua comitiva, à região de Guaratinguetá. Entre os acontecimentos faustosos que então se deram relatam os manuscritos da época o seguinte:
A Câmara da Vila notificou então os pescadores que apresentassem todo o peixe que pudessem haver para o dito governador. Entre muitos, foram pescar em suas canoas Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso e, principiando a lançar suas redes no porto de José Corrêa leite, continuaram até o porto de Itaguassú, distância bastante, sem tirar peixe algum. E lançando neste porto João Alves a sua rede, de rasto tirou o corpo da Senhora, sem cabeça, e, lançando mais abaixo outra vez a rede, tirou a cabeça de mesma Senhora, não se sabendo nunca quem ali a lançasse.
“E, continuando a pescaria, não tendo até então peixe algum, dali por diante foi tão copiosa em poucos lances que, receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, ele e os companheiros se retiraram a suas moradas, admirados deste sucesso” (cf. Marcondes Homem de Mello, Álbum da Coroação. Brasílio Machado, A Basílica de Aparecida).
Eis o que referem os documentos mais antigos em torno do aparecimento da Virgem.
A título de ilustração, pode-se acrescentar que o porto de José Corrêa Leite, donde partiram os três mencionados pescadores, se achava à margem esquerda do rio Paraíba no bairro Tetequera (município de Pindamonhangaba). A imagem encontrada media 38 cm de altura e apresentava cor bronzeada.
Impressionados pelo fenômeno, principalmente pela pesca portentosa que se seguiu à descoberta da estátua, os três mencionados pescadores limparam com grande cuidado a imagem, e verificaram que representava Nossa Senhora da Conceição, que o povo sem demora passou a chamar “Senhora Aparecida”. Felipe Pedroso conservou a imagem em sua casa durante vários anos; por fim, resolveu dá-la a seu filho Atanásio, que morava em Itaguassú, porto onde se dera o encontro da estátua. Atanásio, movido então pela sua fé, ergueu um pequeno oratório, onde depositou a venerável efígie; aí começou o povo da vizinhança a reunir-se aos sábados à noite, a fim de rezar o santo rosário e praticar as suas devoções.
Certa vez, durante uma dessas práticas aconteceu que, embora a noite estivesse muito calma, de repente se apagaram as velas que alumiavam a imagem da Senhora. Os fiéis, querendo reacendê-las, verificaram com surpresa que elas por si, sem intervenção de alguém, se reacenderam.
Foi este o primeiro prodígio registrado em torno da Senhora Aparecida. O mesmo portento se repetiu em outras ocasiões, chegando a notícia ao conhecimento do pároco de Guaratinguetá, Pe. José Alves Vilela. O sacerdote decidiu então construir para a estátua uma capelinha mais ampla, capaz de satisfazer ao crescente número dos devotos da Virgem, a qual ia multiplicando graças a benefícios sobre os fiéis. Em breve, também essa capelinha se tornou pequena demais. Foi preciso pensar em nova construção em lugar mais elevado que a margem do rio.
Escolhido o morro dos Coqueiros, o mais vistoso e acessível dos que margeiam o Paraíba, começou-se ali em  1743 a edificação de novo santuário, com a provisão do bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei João da Cruz; aos 26 de julho de 1745, a obra terminada foi devidamente benta, dando lugar à celebração da primeira Missa. Doravante o morro e suas cercanias tomaram o nome de “Aparecida”, designação até hoje conservada. “Aparecida do Norte” é designação popular, pois a cidade fica a sudeste do Estado de São Paulo.
Entre os milagres que muito provocavam o fervor do povo, conta-se o do escravo, ocorrido por volta de 1790 e famoso nos tempos subseqüentes. Segundo a versão mais abalizada, as correntes se soltaram das mãos do escravo, quando este implorava a proteção de Nossa Senhora Aparecida diante da respectiva imagem. Eis como o refere o Pe. Claro Francisco de Vasconcelos pelo ano de 1838:
“Um escravo fugitivo, que estava sendo conduzido de volta à fazenda pelo seu patrão, ao passar pela Capela, pediu para fazer oração diante da Imagem. Enquanto o escravo estava em oração, caiu repentinamente a corrente, deixando intato o colar que prendia seu pescoço. A corrente se encontra até hoje pendente da parede do mesmo Santuário como testemunho e lembrança de que Maria Santíssima tem suprema autoridade para desatar as prisões dos pecadores arrependidos. Aquele senhor, tocado pelo milagre, ofereceu a Nossa Senhora o preço dele e o levou para casa com uma pessoa livre, a fim de amar e estimar aquele seu escravo como pessoa protegida pela soberana Mãe de Deus” (relato extraído da obra de Júlio J. Brustoloni, A Mensagem da Senhora Aparecida, Ed. Santuário, Aparecida, SP, 1994).

 2.   DE 1745 AOS NOSSOS DIAS:
A DEDICAÇÃO DO BRASIL À VIRGEM SS.

A nova igreja foi diversas vezes reformada e aumentada, até que em 1846 foi iniciada a construção de um templo ainda mais vasto. Os trabalhos, porém, diversas vezes interrompidos, só chegaram a termo em 1888; aos 8 de dezembro desse ano, Dom Lino Deodato de Carvalho, oitavo bispo de São Paulo, procedeu à bênção do novo santuário, que até nossos dias subsiste em Aparecida, ornado com o título de “Basílica Menor”, título concedido por S. Pio  X aos 29 de abril de 1908.
Para atender aos numerosos grupos de peregrinos que afluíam ao local, o mesmo prelado obteve a vinda dos RR. PP. Redentoristas, os quais desde 1894 têm a seus cuidados o santuário e a respectiva cura pastoral.
Aos 8 de setembro de 1904, realizou-se a solene coroação de Nossa Senhora Aparecida, com a participação do Sr. Núncio Apostólico Dom Júlio Tonti, do representante do Presidente da república, do Episcopado do Brasil Meridional e de grande multidão de sacerdotes e fiéis.
Finalmente, o S. Padre Pio XI houve por bem acolher o pedido da hierarquia e dos fiéis, que desejavam fosse Nossa Senhora Aparecida proclamada Padroeira principal de todo o Brasil. Aos 16 de julho de 1930 publicava S. Santidade o seguinte “Motu proprio”:
“… Por conhecimento certo e madura reflexão Nossa, na plenitude de Nosso poder apostólico, pelo teor das presentes letras, constituímos e declaramos a mui Bem-aventurada Virgem Maria concebida sem mancha, sob o título de “Aparecida”, Padroeira principal de todo o Brasil diante de Deus. Este padroado gozará dos privilégios litúrgicos e das outras honras que costumam competir aos Padroeiros principais de lugares ou regiões. Concedendo isto para promover o bem espiritual dos fiéis no Brasil e aumentar cada vez mais a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus, decretamos que cada vez mais a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus, decretamos que as presentes letras estejam e permaneçam sempre firmes, válidas e eficazes, surtindo seus plenos e inteiros efeitos”.
Este decreto pontifício foi publicado na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, fazendo-se a consagração do Brasil à Virgem Ssma., com grande júbilo dos fiéis.
No ano seguinte, o mesmo ato se repetiu em termos mais solenes na capital da República. A imagem da Virgem foi, sim, entusiasticamente levada de Aparecida para o Rio de Janeiro, onde percorreu em procissão o centro da cidade aos 31 de maio de 1931. Finalmente na Esplanada do Castelo, em presença do Sr. Presidente da república, de altas autoridades civis e militares, de numerosas divisões das Forças Armadas, do Episcopado Brasileiro e de enorme multidão de fiéis, o Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro proferiu o ato de consagração de todo o Brasil a Nossa Senhora Aparecida, recomendando à Excelsa Padroeira todos os interesses e as necessidades da pátria.
Este ato, que mereceu os aplausos da opinião pública em geral, estava bem na linha de venerável tradição da nação brasileira, a qual sempre mostrou especial devoção à Virgem Imaculada. Entre outros fatos expressivos dessa estima, pode-se notar que, ao proclamar a independência do Brasil, D. Pedro I, o primeiro Imperador, confirmando aliás antiga provisão de Sua Majestade o rei de Portugal do ano de 1646, declarou a Virgem da Conceição Padroeira do Brasil.
Numerosos são os relatos de milagres que tanto a imprensa como a voz do povo atribuem à Virgem Aparecida. As autoridades eclesiásticas não se empenham por definir a autenticidade de tais portentos, nem mesmo a dos episódios concernentes à aparição da Senhora Imaculada no porto de Itaguassú em 1717. Doutro lado, não vêem razão para se opor à devoção de Nossa Senhora Aparecida: ao contrário, esta tem produzido os melhores frutos, espirituais e corporais, no povo brasileiro. É por isto que os Srs. Bispos têm mesmo patrocinado e fomentado a piedade para com a Excelsa Padroeira do Brasil. Contudo, a bem da verdade, deve-se notar que tal atitude favorável é independente de qualquer pronunciamento da autoridade eclesiástica sobre a genuinidade dos prodígios que se narram em torno da Virgem e do Santuário de Aparecida.
A Santa Igreja de modo nenhum entende fazer de tais relatos matéria de fé; deixa, antes, a cada um de seus filhos a liberdade de ponderar o grau de autoridade que merecem os respectivos documentos (o que de resto não desmerece o valor de autenticidade que realmente possa caber a tais episódios).
A presença do sobrenatural em Aparecida exigiu que se empreendesse a construção de nova e mais vasta Basílica. Esta, iniciada em 1955 sob os auspícios do Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, estava concluída, com todas as suas capelas e quatro naves, em 1980. A área construída é de 23.000 m² e a área coberta mede 18.000 m². A lotação normal é de 45.000 pessoas, podendo a lotação máxima chegar a 70.000 pessoas. Até hoje são relatados milagres e favores de ordem física obtidos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida em seu Santuário; todavia o que mais importa aí, são os numerosos casos de conversão espiritual e reencontro da paz interior alcançada pelo patrocínio de Maria SSma.
O fato de que a imagem da Senhora Aparecida tem a cor preta, tem sido objeto de comentários … Na verdade, o fenômeno se explica bem pela longa permanência da estátua dentro da água do rio. Na época da descoberta o fato não deve ter tido a repercussão e importância que hoje lhe querem atribuir.
 A propósito recomenda-se a leitura do livro do Pe. Júlio J. Brustoloni: A Mensagem da Senhora Aparecida, Ed. Santuário, Rua Padre Claro Monteiro, 342, Aparecida (SP), 1994.

¹ O título “Nossa Senhora Aparecida” designa a Santíssima Mãe de Deus tal como ela apareceu na localidade do Estado de São Paulo que hoje traz o nome de “Aparecida do Norte” (nas proximidades de Pindamonhangaba e Guaratinguetá). Lá Nossa Senhora se manifestou com as notas que, na arte sacra, a caracterizam como imaculada em sua conceição; daí dizer-se comumente “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”. – A mesma Virgem Ssma., tendo-se manifestado em Fátima, é chamada “Nossa Senhora de Fátima”; tendo aparecido em Lourdes, é dita “Nossa Senhora de Lourdes”, etc. Tais denominações não supõem diversas “Nossas Senhoras”, mas significam sempre a mesma Santa (“Santa Maria, Mãe de Deus …”), apenas invocada sob títulos diferentes.

Fonte: Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” D. Estevão Bettencourt, osb. Nº 405 – Ano 1996 Pág. 72
Detalhes importantes:O Santuário de Aparecida e a paróquia da cidade, onde situa-se a primeira basílica, são conduzidas e geridas pelos sacerdotes de congregação dos Redentoristas;Foi o Papa Pio XI que proclamou Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil;O grande e santo Papa Pio X foi quem autorizou e abençoou, desde o Vaticano, a coroação da Imagem como sendo de Nossa Senhora, em 04/09/1904; Comprovando que não foi acaso ter sido escolhido em 13 de para a abolição da escravatura, a coroa de Nossa Senhora foi doada pela Princesa Isabel;Anteriormente, ano da abolição 1988, foi inaugurada a 1ª Basílica em Aparecida; (hoje, transformada na Matriz da Paróquia).A atual Basílica, Santuário Nacional de Aparecida, foi concluída em 1984, após 29 anos de construção;No subsolo encontramos a Sala dos Milagres, com milhares de testemunhas e agradecimentos por graças alcançadas; Na Basílica de Aparecida é possível receber até setenta mil pessoas. Em todo o mundo apenas a Basílica de São Pedro, em Roma, é maior;A festa em honra a Nossa Senhora Aparecida, feriado nacional, acontece em 12 de outubro. O comparecimento médio anual situa-se próximo a 250.000 pessoas, apenas no dia da festa. Durante o ano todo o total estimado fica próximo a 4 milhões de romeiros.Dois Papas já estiveram em Aparecida: João Paulo II em junho de 1980 e Bento XVI recentemente, maio de 2007.

         “Todos nós, brasileiros, agradecemos a Santíssima Trindade e a Nossa Senhora por tão grande graça concedida”.

sábado, 1 de outubro de 2011

Outubro Mês Missionário - 2011

Caminhada a Vila Murtinho fica a 6 Km de Nova Mamoré, é um lugar a beira rio, tem alguma famílias morando neste local existe uma capela com Padroeira é Santa Terezinha está fechada a muito tempo apenas uma vez por ano, acontece está peregrinação, que a muitos anos Dom Geraldo Verdier iniciou com o propósito de pedir vocações sacerdotal para a Diocese de Guajará-Mirim . Assim iniciamos o mês missionário fazendo está caminhada é momento de reflexão de oração e celebrar o Deus da Vida.

Dom Benedito pela primeira vez faz está caminhada com os féis, observando a cada romeiro desde o bebe de carrinho até o Idoso este caminhar com fé, enfrentando os desafios do caminho, pois a nossa peregrinação terrena é assim! Mas temos um único objetivo Jesus Cristo. A exemplo de Santa Terezinha que simplesmente amou o Senhor de todo seu coração à Ele serviu na simplicidade.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Vocação, a Razão de Existir em Nossas Mãos


Falar de vocação nos remete ao questionamento de nossa própria existência: “de onde viemos?”, “para aonde iremos?”, “por que existimos?”. Afinal, qual é o sentido da vida?
A resposta para tantas perguntas que nos inquietam pode ser encontrada na compreensão de quem nós somos e qual é a nossa “missão” neste mundo: tudo que existe tem uma razão de ser, nenhum ser existe simplesmente por existir e nem surgiu por mero acaso ou está “destinado” a isso.
Para nós, cristãos, a razão de nosso existir ou o sentido da vida está na descoberta da vocação, que é o chamado de Deus Criador e a resposta pessoal do ser humano, que se dá pelo toque sedutor do Transcendente no íntimo do coração de cada pessoa, realizado na experiência ou encontro pessoal com Cristo, Filho do Deus Vivo, sob a ação do Espírito Santo.Vocação, a Razão de Existir em Nossas Mãos
Assim, quem está em comunhão com Deus – o Ser que existe por Si próprio – “encontra” a raiz de si mesmo e de sua vida. Porque nós não existimos, isto é, nós subsistimos Naquele que existe. Conforme nos diz Santo Agostinho: “É na procura inquieta da raiz de si mesmo que o Homem encontra a Deus”. Quem encontra Deus vai ao encontro de si mesmo e, ir ao encontro de si mesmo é ir ao encontro de Deus, que habita em nós.
Deus não só dá a Vida ao ser humano como o chama a descobrir o valor e o sentido dela, por meio das opções vocacionais, conforme o carisma de cada pessoa. Portanto, a primeira vocação é o chamado à Vida e vivê-la segundo a dignidade de filhos e filhas de Deus, criados à Sua Imagem e Semelhança. Pois tudo que Deus criou foi “pensando” em você.
O Papa João Paulo II nos confirma o valor da vocação: “a Vocação qualifica a relação de Deus com cada ser humano, na liberdade do amor, porque ‘toda vida é vocação’ ”.
Em suma, se você ainda não sabe qual é a sua vocação, faz uma boa reflexão do projeto de Deus em sua vida, procurando conciliar o seu projeto com o dEle. Para isso, a voz do Senhor, Mestre da Vida, precisa ser reconhecida através dos sinais (acontecimentos) de todos os dias, seguindo o exemplo da Virgem Maria, Aquela que soube ouvir e acolher o chamado de Deus em sua vida.
Lembre-se, que a carruagem do tempo está passando: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Aproveite o “agora” para parar, pensar e decidir por aquilo que depende exclusivamente de vocês, sua vocação. Neste sentido, a vocação é como a semente da vida que está em nossas mãos. Seu cultivo depende de nossas escolhas e decisões para que dê frutos e sentido à nossa vida de cada dia. Quem descobre a razão do seu existir, descobre sua vocação, que é o encontro consigo mesmo. É se encontrar e encontrar a resposta do por que de seu viver…
Pe JoaquimPe. Joaquim de Souza Filho

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Exaltação da Santa Cruz


Leitura Orante
Jo 3,13-17
Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu.
Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.
Leitura Orante
Exaltamos a Santa cruz, traçando sobre nós o sinal da cruz e rezando:
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
A todos nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparamo-nos para a Leitura, rezando, com todos os internautas:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Biblia, o texto: Jo 3,13-17,e observo Nicodemos e Jesus que conversam, procuro compreender
Neste texto Jesus conversa com Nicodemos. Fala da cruz, diz que o Filho do Homem será levantado na cruz, como a cobra de bronze numa estaca. A diferença é que olhando para a serpente as pessoas se sentiam preservadas da morte repentina. Em Jesus crucificado todos têm a vida eterna.
2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual o sentido da cruz para mim? Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo. O que o texto me diz no momento? Quais são as cruzes do mundo de hoje? Em Aparecida, os bispos disseram: "Durante seu ministério, os discípulos não foram capazes de compreender que o sentido de sua vida selava o sentido de sua morte. Muito menos podiam compreender que, segundo o desígnio do Pai, a morte do Filho era fonte de vida fecunda para todos (cf. Jo 12,23-24). O mistério pascal de Jesus é o ato de obediência e amor ao Pai e de entrega por todos seus irmãos. Com esse ato, o Messias doa plenamente aquela vida que oferecia nos caminhos e aldeias da Palestina. Por seu sacrifício voluntário, o Cordeiro de Deus oferece sua vida nas mãos do Pai (cf. Lc 23,46), que o faz salvação "para nós" (1 Cor 1,30). Pelo mistério pascal, o Pai sela a nova aliança e gera um novo povo que tem por fundamento seu amor gratuito de Pai que salva." (DAp 143).
3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Dois riscos - Padre Zezinho, scj
Feita de dois riscos é a minha cruz
Sem esses dois riscos não se tem Jesus
Um é vertical, o outro horizontal
O vertical eleva, o horizontal abraça
Feita de dois riscos é a minha cruz
Sem esses dois riscos não se tem Jesus
Feita de dois riscos é a minha fé
Sem esses dois riscos religião não é
Um é vertical, o outro horizontal
Um vai buscar na fonte
O outro é o aqueduto
Feita de dois riscos é a minha fé
Sem esses dois riscos religião não é
Feita de dois riscos é o meu caminhar
Sem esses dois riscos posso não chegar
Um é vertical, o outro horizontal
O vertical medita, o horizontal agita
Feita de dois riscos é o meu caminhar
Sem esses dois riscos posso não chegar.
Do CD No peito eu levo uma cruz - Coletânea Jornada Mundial da Juventude - Brasil 2013 

http://www.paulinas.org.brlojaDetalheProduto.aspx?idProduto=9570
4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus.Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus. Como Jesus na cruz, terei sempre no coração o perdão.
Bênção
Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

domingo, 4 de setembro de 2011

DIÁLOGO VOCACIONAL:


Scraps
Recados animados



A INICIATIVA DE DEUS E A RESPOSTA DO HOMEM 

Continuando a nossa conversa com vocês, mediante este pequeno Curso Vocacional por correspondência, vamos refletir um pouco sobre dois aspectos fundamentais e importantes da vocação. Em toda e qualquer vocação Bíblica há sempre uma proposta de alguém (DEUS) e uma resposta do homem. Daí já se conclui que toda vocação exige um chamado e uma resposta. E é na concretização destes dois elementos (chamado e resposta) que a vocação se torna uma realidade pessoal em nossa vida. Explicitando mais: A realização pessoal de uma vocação se concretiza no CHAMADO e na RESPOSTA. Não adianta nada o chamado ser claro, bonito, motivante; se não houver a nossa resposta, nada feito. Como também não pode existir nenhuma resposta sem o chamado. Pois um elemento depende do outro para a realização vocacional. A história de cada Vocação Religiosa, Sacerdotal, bem como de qualquer outra Vocação Cristã é a história de um inefável Diálogo entre Deus e o Homem, entre o amor de Deus que chama e a Liberdade do Homem, que no amor responde a Deus. Por isso, na vocação cristã, religiosa e sacerdotal, o Chamado é, e sempre será, iniciativa de Deus. É Deus que chama por amor ao homem, ao seu seguimento. É Deus que por amor quis precisar do homem para a construção do seu reino. É Ele que nos chama sempre por amor. Foi esta, por exemplo, a experiência vivida pelo profeta Jeremias (Jr 1,4-5). É a mesma verdade apresentada pelo apóstolo Paulo que fundamenta toda a vocação na iniciativa amorosa de Deus (Ef 1,5). O absoluto primado da Graça (chamado e resposta) na vocação encontra-se na palavra de Jesus no Evangelho de São João (Jo 15,16). Por isso a vocação é um Dom da Graça Divina, e jamais um direito do homem; da mesma forma que não se pode considerar a vida sacerdotal como uma proposta meramente humana, nem a missão como um simples projeto pessoal. Fica assim excluída a vaidade ou a presunção dos chamados (Hebreus 5,4-5). Este Deus que por amor nos chama e nos interpela mantém sempre a sua fidelidade para conosco. Ele mantém firme a sua palavra e o seu compromisso. A parte de Deus sempre se realiza. Ele continua chamando homens e mulheres para segui-lo: como ontem, hoje e sempre, Deus vai precisar de nós, em nossa pobreza para continuar a sua obra salvadora no meio da humanidade. Mas, como já vimos antes, a vocação exige a sua concretização na nossa resposta.
É só conferir a Sagrada Escritura, que é Dicionário Vocacional, para percebermos claramente isso. Deus não quis e não quer salvar o mundo sozinho. Vamos conferir alguns textos: Ler o Êxodo 3,13-24; 4,1-18. Notamos aí o belíssimo diálogo de Deus (que chama Moisés para libertar o povo da escravidão do Egito, e Moisés, que depois de muito discernimento e relutância responde). O povo foi liberto. No Novo estamento: "Chamou aqueles que quis e estes foram ter com Ele" (Mt 3,1). Este ir que se identifica com o seguir Jesus exprime a resposta livre dos doze apóstolos ao chamado moroso do mestre. Foi assim o caso de Pedro e de André. "E disse-lhes: Segue-me e farei de vocês pescadores de homens". E eles, imediatamente, eixando as redes, seguiram-no (Mt 4,19-20). Idêntica foi a experiência de Tiago e João (Mt 4,21-22).
É sempre assim; na vocação resplandece o amor gratuito de Deus e a exaltação mais alta possível da liberdade do Homem. O chamado de Deus e a resposta livre do homem. É o Deus que nos chama porque ama, e respondemos porque amamos. Na realidade, Graça e Liberdade não se opõem entre si. Pelo contrário, a Graça anima a liberdade humana, livrando-a da cravidão do pecado (Jo 8,34-36), sanando e elevando-a em sua capacidade de abertura e de acolhimento do Dom de Deus. E se não se pode atentar contra a iniciativa gratuita de Deus que chama, também não se pode entar a extrema seriedade com que o homem é esafiado na sua liberdade.
Assim, ao vem e segue-me de Jesus, o jovem rico opõe uma recusa, sinal, mesmo que negativo, da sua liberdade. "Mas ele, entristecido por aquelas palavras, retirou-se abatido, porque possuía muitos bens" (Mc 10,22). A liberdade, portanto, é essencial à vocação, uma liberdade que, na resposta positiva, se qualifica como adesão pessoal profunda, como doação de amor, ou melhor, de reentrega ao doador que é Deus que chama como oblação.
Não pode haver vocações que não sejam livres. É a voz humilde e penetrante de Cristo que diz hoje como ontem e mais do que ontem: VEM. A liberdade é colocada na sua base suprema: exatamente a da oblação, da generosidade e do sacrifício.
O jovem rico do Evangelho que não segue o chamado de Jesus recorda-nos os obstáculos que podem bloquear ou apagar a resposta livre do homem; não apenas os bens materiais podem fechar o coração humano aos valores do espírito e radicais exigências do Reino de Deus, mas também algumas condições sociais e culturais do nosso tempo podem constituir não apenas ameaças e impor visões distorcidas e falsas acerca da verdadeira natureza da vocação, tornando difícil, senão mesmo impossível, o seu acolhimento e a sua própria compreensão.
Daqui a urgência de que a pastoral vocacional inserida na Igreja incida de modo decidido e prioritário na reconstrução da mentalidade cristã, tal como é gerada e sustentada pela Fé. É absolutamente necessária uma evangelização que não se canse de apresentar o verdadeiro rosto de Deus, o Pai que em Jesus Cristo chama a cada um de nós, e o sentido genuíno da própria liberdade humana, qual princípio e força  dom responsável de si mesmo. Só dessa maneira serão colocadas as bases indispensáveis para que cada vocação, incluindo a sacerdotal, possa ser na verdade amada na sua beleza e vivida com dedicação total e alegria profunda.
Diante de tudo isso, gostaria de descrever o perfil da vocação Bíblica para ajudar ainda mais a nossa reflexão:
1) Toda vocação bíblica tem por objeto uma missão determinada.
2) Se Deus chama alguém é para enviá-lo, os chamados de Deus são os enviados de Deus.
3) Deus chama a pessoa que Ele escolhe e destina para uma obra particular no seu plano de salvação e no destino de seu povo.
4) Na origem de toda a vocação se encontra uma eleição divina, no término de toda vocação se encontra uma vontade divina de cumprir.
5) Toda vocação é um chamado pessoal dirigido à profundidade da consciência do homem, capaz de transtornar por completo sua existência, não apenas nas atividades externas mas inclusive em seu coração, até fazer dela um homem diferente.
6) Deus chama pelo nome: tomada de posição, às vezes por um nome novo; mudança de vida.
7) Deus espera sempre uma resposta livre e uma adesão consciente de Fé e de obediência.
8) A resposta do homem a Deus é por vezes instantânea, mas às vezes é tardia e duvidosa; ela arranca o homem do seu ambiente familiar e civil, fazendo dele um estranho entre os demais.
9) Deus muitas vezes dirige seu chamado ao homem através de acontecimentos e instrumentos humanos encarregados e inspirados por Ele.
10) No Antigo Testamento a vocação está sempre em função da comunidade; Deus chama para uma missão específica dentro de seu povo.
11) No Novo Testamento a mensagem evangélica é um convite a seguir Jesus
Cristo, é um chamado pessoal dirigido a cada um, e se refere a cada um.
12) A vocação é um meio pelo qual Jesus Cristo reúne ao seu redor os doze apóstolos.
13) A pregação de Jesus Cristo leva consigo sempre uma vocação, um convite a
seguir o seu caminho numa vida nova, cujo segredo Ele conhece.
14) O chamado é pessoal, deixando margem de seguir Jesus Cristo ou ficando surdos à sua voz.
15) A vocação, seja qual for a maneira de manifestar-se, nasce do Espírito Santo, numa diversidade de dons, de ministérios, de carismas, num só corpo que é a Igreja, comunidade dos chamados, enquanto ela mesma é chamada e eleita.
PERGUNTAS PARA REFLEXÃO:
1. Procure aprofundar, dentro do tema proposto, as citações bíblicas encontradas.
2. Dentro do perfil da vocação bíblica, analisar as vocações de:
Abraão (Gn 12,1-10)
Moisés (Ex 3,1-12)
Isaías (Is 6,1-13)
Jeremias (Jr 1,1-10)
Chamados de Jesus Cristo:
Mc 3,13
Mt 10,1
Mc 1,16-21
Mc 2,17
Lc 5,29-32
Mt 22,3-4
Lc 14,16-17
Jo 1,35-39